Abre campanha para vacinar 4 milhões de pessoas contra Influenza A (H1N1)

Com o objetivo de imunizar 4.087.149 pessoas em todo o Estado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) deu início, hoje pela manhã (08/03), à Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza A (H1N1). Para Pernambuco, o Ministério da Saúde investiu um total de R$ 6.875.759 na mobilização, que já é considerada a maior vacinação já realizada no País. Em entrevista coletiva, o vice-governador e secretario de Saúde de Pernambuco, João Lyra Neto, conversou com a imprensa sobre a importância da campanha e a necessidade da mobilização, com o intuito de prevenir uma provável segunda onda da doença.

     “O nosso objetivo é preparar a população para uma possível segunda onda da doença, que pode acontecer no inverno. Nós e todos os outros estados estamos focados com esse objetivo”, declarou o secretário, que também falou sobre a importância da imprensa nessa mobilização. “É uma campanha enorme e precisaremos de toda ajuda para conscientizar a população, principalmente, o público de 20 a 29 anos, que é um grupo que não costuma se vacinar e é muito complicado de levar ao posto”, completou.
     Dividida em cinco etapas, a Campanha de Vacinação contra Influenza A (H1N1) teve início com a vacinação dos profissionais de saúde que podem ter algum tipo de contato com o vírus. Hoje pela manhã, um posto de vacinação foi montado no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen/PE), com o objetivo de imunizar os 31 funcionários da unidade, que é o único laboratório do Estado a fazer a manipulação do exame do H1N1. A técnica de enfermagem Anecy Maria do Nascimento foi a primeira funcionária do Lacen a ser vacinada. Já protegida, ela falou sobre a importância da imunização. “Além de ser uma doença contagiosa, temos que ter muito cuidado com ela, pois estamos na linha de frente contra o vírus, já que fazemos a manipulação dele. Agora estou mais tranqüila para continuar trabalhando”, afirmou.
     Outro profissional de saúde vacinado hoje foi o médico Demétrios Montenegro, chefe do serviço de infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (Huoc/UPE). Hospital de referência do Estado para o tratamento do H1N1, o Oswaldo Cruz é a unidade que mais recebe casos da doença em Pernambuco. Após ser vacinado, o infectologista falou da necessidade da imunização. “Como existe a possibilidade de surgir uma segunda onda da doença, é preciso que a população esteja vacinada. É claro que nem toda a população será vacinada, mas vacinando os grupos prioritários estaremos diminuindo a circulação do vírus. Isso será essencial para reduzirmos ainda mais os casos da doença”, comentou Demétrios.
     Nessa primeira etapa, que vai até o dia 19 de março, além dos profissionais de saúde serão vacinados os índios aldeados. A expectativa é imunizar cerca de 128.213 pessoas. Entre os profissionais de saúde, estão incluídos os trabalhadores da Atenção Primária, da Média e Alta Complexidade e laboratoristas do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen), que concentra os exames do H1N1, no Estado. “Nesse primeiro momento, a imunização será feita internamente, já que esses profissionais serão vacinados nos próprios locais de trabalho. Como a vacinação será municipalizada, cada município ficará responsável por executar a campanha nos seus postos e unidades de saúde e policlínicas. Além disso, também serão vacinados os trabalhadores dos hospitais públicos e particulares que atenderam e internaram portadores da doença”, explicou Ana Catarina de Melo.
     A vacinação nas aldeias indígenas será realizada por profissionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Ao todo, 12 municípios, que concentram um total de 10 grupos indígenas, serão contemplados com a vacinação, como Pesqueira, Tacaratu e Águas Belas. “Já fazemos vacinação em aldeias indígenas, desde 1995. Cerca de 200 profissionais de saúde das nossas equipes multidisciplinares atuarão nessa campanha”, esclareceu a coordenadora das Ações de Imunização em Áreas Indígenas da Funasa, Olindina Farias.
     A segunda fase da campanha acontecerá de 22 de março a 02 de abril e terá como público-alvo gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças com idades de seis meses a menores de dois anos (duas doses). Logo em seguida, de 05 a 23 de abril, serão vacinados homens e mulheres com idades entre 20 e 29 anos. Idosos com mais de 60 anos, que possuem algum tipo de comorbidade (doenças crônicas), serão imunizados na quarta fase, que acontecerá entre 24 de abril e 7 de maio. Para encerrar, homens e mulheres com idades entre 30 e 39 anos serão vacinados durante o período de 10 a 21 de maio.
     “Os primeiros grupos foram os públicos prioritários recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Como no Brasil a doença também afetou outros grupos diferentes, o Ministério da Saúde optou por incluir as crianças e os homens e mulheres com idades entre 20 e 39 anos”, informou Catarina, que explicou a escolha de público-alvo. “De acordo com o MS, esses grupos foram os que mais contraíram a doença e os que mais apresentaram complicações depois que adoeceram”, completou.

Fonte: Secretaria de Saúde



09/03/2010 14:46:54

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